terça-feira, 30 de abril de 2013

Súplica

Taiasmin Ohnmacht

A minha vida não tem remédio,
sangra ferida de tédio.
Vozes ecoam em minh’alma,
pedem um passado sem volta,
e eu espero...
espero...
te quero...

A cada manhã um novo tormento,
a cada passo, só vejo cimento.
Não há natureza sem tua presença,
o céu pesado guarda minha sentença,
no escuro...
te procuro...
juro...

Venha prá mim, minha fortaleza,
invada minha casa, me traga certezas,
apareça radiante como uma manhã,
transforme essa alma febril em sã
e me ame...
me ame...
me ame...

sábado, 27 de abril de 2013

Das liberdades II

Taiasmin Ohnmacht
 
Liberdade
para ser
qualquer uma
transitando por muitos eus,
de desejos que gritam
através de mim.

Liberdade
para falar
com muitas vozes
de minhas mil bocas,
infinitos idiomas de meu coração,
torre de babel em meu peito.

Liberdade
para pensar
e poder contradizer
cada palavra que disser,
jurando quebrar
cada jura que fizer.

Liberdade
para que a vida
seja possível
e indefinível...

Das liberdades

Taiasmin Ohnmacht

Liberdade
para ser alegre,
rir de tolices,
poder ser leve.

Liberdade
para ser triste,
ter na alma dor que não existe,
mas que insiste em não ser breve.

Liberdade
para ser feliz
em conta-gotas no cotidiano,
em momentos fugazes, como um oceano.

Liberdade
para ser calada,
quando a saudade me deixar muda
e a caneta escrever nada.